Aproveitando a presença de bombeiros durante a conferência que assinalou o Dia Europeu Sem Mortes na Estrada, José Sebastião Fernandes, Tenente-Coronel da Liga dos Bombeiros Portugueses, criticou a farda usada, afirmando que os profissionais estão extremamente expostos e a legislação não os protege.
Para Carlos Lopes, diretor da Unidade de Prevenção e Segurança Rodoviária, a Conferência que assinalou o Dia Europeu Sem Mortes na Estrada, serviu para pensar sobre a relação entre a política e a sinistralidade, uma vez que a responsabilidade “não pesa apenas nos ombros de alguém mas de todos nós portugueses que andamos na estrada”.
Filipe Palhau, comandante da Divisão de Trânsito da PSP de Lisboa, durante a sua intervenção na Conferência que assinalou o Dia Europeu Sem Mortos nas Estradas, refere que a Organização Mundial de Saúde considera a segurança rodoviária um problema de saúde pública, e pede que se crie, em colaboração com as universidades, um Observatório de Segurança.
Teresa Pinto, diretora do Departamento de Formação em Emergência Médica do INEM, durante a sua intervenção na Conferência do Dia Europeu Sem Mortes na Estrada falou sobre a aposta que o Instituto tem vindo a fazer na formação dos profissionais.
Para Carlos Barbosa, presidente do ACP, “o Governo está-se nas tintas para a segurança rodoviária em Portugal”. O presidente acrescenta ainda que tudo o que foi prometido não foi cumprido e diz que extinguirem a brigada de transito da GNR não foi a melhor decisão.
A segurança Rodoviária não dá votos, a segurança rodoviária tira votos, quem o diz é João Queiroz, presidente da Associação Estrada Mais Segura. Para o responsável não existe nenhuma preocupação estrutural só há pequenas medidas, não há nenhuma urgência, são medidas banais. Perante tudo isto concluí que a segurança rodoviária e a politica são incompatíveis.
“A banalização da utilização do veículo habituou-nos a tratar esta realidade dos mortos e dos feridos graves com uma indiferença que é assustadora”, afirma Lourenço da Silva, Comandante da Unidade Nacional de Trânsito da GNR, na Conferência Dia Europeu Sem Mortes na Estrada.
Para Paulo Areal, presidente da ANCIA, o combate à sinistralidade rodoviária é incompatível com atrasos do ambiente político atual. O presidente pede ao Governo para organizarem “um esforço nacional na prevenção e repressão de fenómenos que constituem uma ameaça aos objetivos de fazer diminuir a perda de vidas e os danos de saúde causados pela sinistralidade rodoviária em Portugal.”
Apesar das estradas terem feito menos mortos e feridos em 2018, o relatório anual de sinistralidade coloca os motociclos no topo índice dos veículos que fizeram mais vítimas. A ANCIA diz que estes dados justificam a extensão da fiscalização obrigatória às motos, mas os motociclistas discordam.