ANCIA organiza almoço de natal 2018

Dezembro 14, 2018

No discurso de abertura, Paulo Areal sublinhou a missão constante da ANCIA na persecução dos objetivos de defesa do sector. E, nesse sentido, o presidente da ANCIA lembrou o “elevado sentido de responsabilidade cívica e de colaboração com todas as entidades que têm uma visão construtiva do setor rodoviário” nas diversas atividades realizadas ao longo do presente ano.

“Tem sido com esta crença e orientados por esta convicção que desenvolvemos a ampla discussão que mantivemos com alguns membros do Governo e Instituições públicas, como o IMT, AMT e a ANSR, a PSP e a GNR, a quem deixo aqui uma nota de especial apreço e gratidão”, salientou Paulo Areal.

Mas, mais uma vez, o presidente da ANCIA lembrou a “singular ausência de disponibilidade para o diálogo do Secretário de Estado dos Infraestruturas” não obstante as “sucessivas insistências” e os “pedidos de audiência” para abordar assuntos de interesse para o setor.

“Esta indisponibilidade do Secretário de Estado coincide, não estranhamente, com a incapacidade para concretizar soluções em temas e dossiers importantes para o setor e para a segurança rodoviária Nacional, como é bom exemplo o caso da inspeção técnica aos veículos a motor de duas rodas”.

É do conhecimento de todos que o Governo anunciou no início deste ano um conjunto de medidas para travar a sinistralidade rodoviária, designadamente, prometendo o já tardio início das inspeções a esta categoria de veículos para o primeiro semestre de 2018. Porém, estamos a fechar 2018 e nada realmente aconteceu nesta matéria.

Não compreendemos este estilo e não aceitamos esta forma de relacionamento.

Em primeiro lugar, porque desvaloriza a real gravidade da situação atual no que se refere à segurança técnica destes veículos.

Em segundo lugar, porque faz tábua rasa das responsabilidades criadas com o facto do Governo ter obrigado os centros de inspeção a elevados investimentos na implementação de áreas específicas para a inspeção técnica a veículos de duas rodas.

Temos a capacidade instalada há dois anos, investimentos financiados exclusivamente pelos centros de inspeção mas em resposta a uma obrigação imposta pelo Estado, e ninguém beneficia desta estrutura nacional enquanto a sinistralidade sobe.

A nossa perplexidade cresce de cada vez que se acrescentam incógnitas à execução de uma medida legislativa que, devo relembrar, não é de agora, mas remonta ao ano de 2012.

Foi precisamente em 2012, através do Decreto-Lei 144/2012, que foi alargado o universo de veículos a sujeitar a inspeção, designadamente aos motociclos, triciclos e quadriciclos com cilindrada superior a 250 cm3.

Passados estes anos, não se vislumbra o início da inspeção técnica a estes veículos, nem qualquer compensação por este investimento.”

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