Governo adia medidas para reduzir sinistralidade
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A ANCIA regista a preocupação manifestada esta terça-feira pelo Governo com o dramático crescimento da sinistralidade rodoviária.
Data 21-12-2017
Neste crescimento, designadamente na classe de motos e motociclos, a ANCIA saúda o anúncio de próximas iniciativas que induzam a redução do número de mortes nas estradas portuguesas.
A este propósito importa recordar que a ANCIA desenvolveu ao longo deste ano um programa de iniciativas institucionais destinadas a chamar a atenção para os principais fatores risco rodoviário e a urgência de uma convergência estratégica focada na prevenção técnica e comportamental.
Na classe de motos e motociclos é patente uma inversão de resultados da sinistralidade, com uma assustadora tendência de aumento do número de sinistrados e de falecidos.
A ANCIA lamenta que seja necessário a evidência dos números, com perdas irreparáveis de vidas, para os responsáveis políticos do setor equacionarem medidas de prevenção e salvaguarda, algumas das quais já estão nas leis há vários anos e só não são executadas por manifesta falha do Estado nos seus compromissos e nas suas obrigações.
A inspeção técnica obrigatória das motos e motociclos acima dos 250 cm3 é uma obrigação legal imposta pelo Parlamento, regulamentada pelo governo, tecnicamente preparada pelos Centros de Inspeção e que só ainda não avançou por omissão intencional do Estado na publicação de publicar três diplomas: um relativo à formação de inspectores, outro à classificação das deficiências e ainda a portaria que determinará quando terá início a obrigatoriedade
A ANCIA deseja veementemente que não sejam necessários novos sinais negativos da realidade rodoviária para o Governo e reguladores cumprirem as suas obrigações.

